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Clínica CMT

Psicologia

Consultas para crianças e adolescentes

Psicologia Infantil

Indicada sempre que surgem sinais de mal-estar emocional ou comportamental. Recomendada quando a criança evita ir à escola, chora com frequência, enfrenta dificuldades de aprendizagem, manifesta comportamentos agressivos, tem pesadelos recorrentes, pede insistentemente para dormir com os pais ou demonstra desafios no seu desenvolvimento emocional e social face ao esperado para a sua idade.

Atraso Global do Desenvolvimento

Perturbações do neurodesenvolvimento

Perturbações emocionais

Dificuldades de Adaptação Escolar

Dificuldades de Adaptação Familiar

Adaptação a situações de doença crónica

Perda e Luto

Áreas de Intervenção

Atuamos em diferentes contextos e desafios do desenvolvimento e da vida familiar, com estratégias terapêuticas ajustadas a cada situação.

Entender para intervir. Apoiar para desenvolver.

Na consulta de psicologia infantil e juvenil, compreender o comportamento, as emoções e as dificuldades da criança ou jovem é o primeiro passo para uma intervenção eficaz. Através de uma abordagem personalizada e baseada em evidência, promovemos o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, respeitando a individualidade de cada etapa do crescimento.

Atraso Global do Desenvolvimento

O diagnóstico de Atraso Global do Desenvolvimento é utilizado quando uma criança apresenta dificuldades em atingir marcos de desenvolvimento em várias áreas do funcionamento cognitivo.

Este termo aplica-se, sobretudo, a crianças demasiado novas para realizarem avaliações estandardizadas fiáveis, sendo por isso reservado a idades inferiores a 5 anos. Trata-se de um diagnóstico provisório que permite identificar necessidades específicas e iniciar intervenções precoces.

A incapacidade intelectual manifesta-se por limitações significativas no funcionamento cognitivo e adaptativo. Estas limitações afetam áreas como o raciocínio, a resolução de problemas, o pensamento abstrato, a aprendizagem académica e a aprendizagem com base na experiência. As dificuldades cognitivas refletem-se também no dia a dia, comprometendo a autonomia e a participação social. Isso pode traduzir-se em desafios ao nível da comunicação, das relações interpessoais, do desempenho escolar ou profissional e da capacidade para uma vida independente.

A Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social, associadas a comportamentos, interesses ou atividades repetitivos e restritos. Estes sinais estão presentes em múltiplos contextos do quotidiano e podem ser detetados desde os primeiros anos de vida, frequentemente antes dos 3 anos, através de atrasos ou alterações na linguagem, na capacidade simbólica e na resposta social.

As causas da PEA são múltiplas e ainda não totalmente compreendidas. Esta condição tem um impacto significativo no bem-estar da criança e da sua família, exigindo uma avaliação cuidadosa e multidisciplinar nos vários contextos em que a criança se insere (família, escola, comunidade). A intervenção deve ser precoce e personalizada, centrando-se em áreas como a comunicação, a interação social, o processamento sensorial, a aquisição de competências funcionais e a promoção da autonomia.

Caracterizada por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, que interfere de forma significativa no desenvolvimento e no funcionamento diário da criança ou jovem. Entre os sinais mais comuns estão: dificuldade em manter a atenção, distrações frequentes, erros por descuido, dificuldade em seguir instruções, agitação motora, impulsividade e comportamentos precipitados.

A desatenção pode manifestar-se por divagação nas tarefas, desorganização e dificuldade em manter o foco. A hiperatividade traduz-se em atividade motora excessiva ou inquietação constante. A impulsividade envolve ações precipitadas, sem reflexão, com impacto no autocontrolo e nas relações sociais.

Esta perturbação exige uma avaliação cuidada e uma abordagem terapêutica adaptada às características da criança ou jovem, bem como ao contexto familiar e escolar.

A intervenção deve ser multinível:

  • Educacional, através da colaboração com professores e pais para ajustar exigências e promover o progresso académico.

  • Emocional e comportamental, com estratégias que favorecem o autocontrolo, a concentração e a organização pessoal.

  • Quando necessário, poderá integrar também abordagem farmacológica, sob orientação médica, como parte de um plano terapêutico mais abrangente.

Condição do neurodesenvolvimento que interfere com a aquisição e utilização eficaz das competências académicas, apesar de uma inteligência preservada e de um ensino adequado.

A sua origem é biológica, envolvendo uma combinação de fatores genéticos, epigenéticos e ambientais que afetam a forma como o cérebro processa a informação verbal e não verbal.

Esta perturbação manifesta-se por dificuldades persistentes — durante mais de seis meses — em áreas como:

  • Leitura imprecisa, lenta ou com esforço;

  • Compreensão reduzida do que é lido;

  • Dificuldades na ortografia e expressão escrita;

  • Dificuldade em compreender o sentido dos números, realizar cálculos ou aplicar o raciocínio matemático.

As capacidades afetadas situam-se abaixo do esperado para a idade e o nível escolar da criança, sendo habitualmente identificadas nos primeiros anos de escolarização.

Importa sublinhar que estas dificuldades não estão relacionadas com uma incapacidade intelectual e requerem uma avaliação especializada que oriente intervenções educativas e terapêuticas ajustadas.

As Perturbações de Ansiedade englobam perturbações que partilham caraterísticas de medo e ansiedade excessivos e alterações do comportamento relacionadas. Medo é a resposta emocional a uma ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. Estes estados podem sobrepor-se.

As Perturbações de Ansiedade incluem a Perturbação de Ansiedade de Separação, o Mutismo Seletivo, a Fobia Específica, a Perturbação de Ansiedade Social, a Perturbação de Pânico, a Agorafobia e a Perturbação de Ansiedade Generalizada.

Como uma das mais frequentes surge a Perturbação de Ansiedade de Separação. Apesar de a ansiedade ser considerada a porta de entrada para a maioria dos comportamentos psicopatológicos, tanto para a criança como para o adulto, isto não significa que toda a ansiedade seja patológica; pelo contrário: há que distinguir a ansiedade de separação desenvolvimental, em que a distância e separação da figura maternal e/ou de casa provoca gradualmente menos ansiedade ao longo dos dias e semanas (por exemplo, a criança faz birra nos primeiros dias em que é deixada na creche ou no infantário) e a ansiedade patológica (angústia) que provoca mal-estar e prejuízos acentuados e persistentes no tempo (pelo menos 4 semanas nas crianças e adolescentes e 6 meses ou mais nos adultos). Pode surgir no período pré-escolar ou mesmo escolar, não sendo frequente o aparecimento na fase da adolescência.

Na Fobia Específica surge um medo ou ansiedade marcados em relação a um objeto ou situação específicos (por exemplo viajar de avião, animais, alturas, ver sangue,…). O objeto ou a situação provocam medo ou ansiedade imediatos, os quais são desproporcionais ao perigo real existente e causam mal-estar clinicamente significativo ou um défice social, escolar, ocupacional ou noutras áreas de funcionamento. A intervenção passa pela compreensão de todo este processo e aspetos relacionados, procurando que surjam outro tipo de emoções mais positivas.

Divórcio

O divórcio representa uma mudança profunda na vida familiar, com impacto emocional significativo para as crianças e jovens.

Quando a convivência entre os pais termina, a estrutura familiar reorganiza-se, e as rotinas, hábitos e relações afetivas são alteradas. Esta transição pode gerar sentimentos de perda, insegurança e sofrimento, especialmente quando a separação implica afastamento físico de um dos progenitores.

As reações variam consoante a idade da criança, o modo como a separação é comunicada e compreendida, o significado que lhe é atribuído e o apoio emocional disponível.

  • Entre os 3 e os 5 anos: é comum surgirem alterações do sono, enurese ou necessidade de maior proximidade com um dos pais.

  • Dos 5 aos 8 anos: podem emergir tristeza, sentimentos de abandono e dificuldades escolares.

  • Dos 9 aos 12 anos: é frequente a culpabilização de um dos progenitores, acompanhada por sentimentos de raiva.

  • Na adolescência: podem surgir comportamentos desafiantes, oposição à autoridade e instabilidade emocional.

Em qualquer idade, a criança ou jovem pode sentir-se dividido, alimentar esperança de reconciliação ou assumir uma culpa que não lhe pertence.

A intervenção psicológica tem como objetivo minimizar o impacto emocional da separação, promover a adaptação e garantir à criança um espaço seguro de escuta, estabilidade e apoio afetivo.

A adaptação emocional à doença crónica é essencial para o bem-estar da criança e da sua família.

Segundo a OMS, considera-se doença crónica toda a condição permanente que interfere com o desenvolvimento, exige cuidados contínuos ou impõe limitações físicas e sociais.

As crianças com doença crónica podem sentir medo do abandono, insegurança, sentimento de culpa ou vergonha, dificuldade em compreender restrições ou medo da reação dos colegas.

A intervenção psicológica promove a aceitação, reduz o impacto emocional e trabalha com a criança, a família e a escola para facilitar a integração e qualidade de vida.

A morte é uma realidade difícil de enfrentar — e, para as crianças, pode ser ainda mais desorganizadora.

Desde idades precoces, as crianças podem compreender a perda, mas necessitam de apoio para dar sentido ao que sentem. A ausência de um processo de luto saudável pode levar a alterações de comportamento como agressividade, isolamento, sonolência ou perda de apetite.

A intervenção psicológica ajuda a criança e a família a expressar a dor, reconstruir significado e transformar a ausência numa memória que permita seguir em frente.

As perturbações de eliminação, como a enurese (perda de urina) e a encoprese (perda de fezes), podem afetar seriamente a autoestima e a vida social da criança.

Estes quadros podem ter origem emocional e causar vergonha, ansiedade ou frustração, tanto na criança como na família.

A intervenção psicológica foca-se na criação de hábitos saudáveis, redução de medos associados, reforço da autoconfiança e envolvimento parental para promover mudanças duradouras.

Quando a alimentação se torna fonte de stress ou rejeição, é importante intervir.

As perturbações alimentares comprometem a saúde física e o bem-estar emocional. Em crianças mais pequenas, surgem dificuldades persistentes em aceitar alimentos ou manter o peso. Em adolescentes, podem manifestar-se quadros como Anorexia Nervosa e Bulimia, com distorção da imagem corporal e comportamentos compensatórios nocivos.

A intervenção psicológica ajuda a restabelecer uma relação saudável com a alimentação, envolvendo família e, quando necessário, equipa multidisciplinar.

O sono é essencial ao desenvolvimento. Quando há dificuldades em dormir ou manter o sono, o impacto sente-se em todas as áreas da vida da criança e da família.

Perturbações como insónia, hipersonolência ou narcolepsia podem causar irritabilidade, cansaço, dificuldades de concentração ou alterações de humor.

A intervenção foca-se em compreender os fatores associados, estabelecer rotinas tranquilizadoras e promover estratégias eficazes que devolvam à criança um sono reparador e estável.

Quer dar o próximo passo?

A nossa equipa está disponível para ouvir, orientar e acompanhar cada criança ou jovem no seu percurso de desenvolvimento emocional.

Fale connosco e descubra como podemos apoiar a sua família.